
O curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) assume um papel de destaque e representatividade direta na nova composição regional da gestão nacional da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej). A professora Antonia Alves Pereira, docente da instituição, foi eleita para ocupar a Diretoria Regional Centro-Oeste II durante o 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (Enejor), realizado na Universidade de Brasília (UnB).
A docente dividirá a gestão da linha de frente na região com a professora Luciane Fassarela Agnez, da Universidade Federal de Goiás (UFG), eleita para a Diretoria Centro-Oeste I. Ambas integram a chapa “Juntos Somos + Abej”, liderada pelo novo presidente da entidade, Allan Soljenítsin Barreto Rodrigues, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A homologação do resultado ocorreu no dia 24 de abril, fixando o mandato para o biênio 2026-2028.
Unemat na articulação regional
O ingresso da Unemat na diretoria da Abej projeta a universidade mato-grossense no cenário de debates estruturais sobre a formação de jornalistas no país. De acordo com o plano de trabalho estabelecido para as diretorias regionais, a meta imediata é consolidar uma agenda de aproximação com as coordenações de curso de todas as unidades federativas do Centro-Oeste.
Além de liderar a organização dos Encontros Regionais de Ensino de Jornalismo (Erejor), a representação da Unemat atuará diretamente no mapeamento de demandas locais e na identificação de gargalos estruturais das instituições de ensino da região. O objetivo é transformar a Abej em uma parceira científica e pedagógica efetiva dos cursos de graduação do interior do país.
Formação superior e combate à desinformação

O novo presidente da associação, Allan Rodrigues, destacou que a descentralização regional e o fortalecimento de canais de diálogo com as bases docentes, papel que caberá diretamente a nomes como o da professora Antonia Pereira, da Unemat, são vitais para enfrentar a crise de desinformação e os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho.
"A defesa da formação superior em jornalismo permanece central. Não se trata de uma questão corporativa, mas de garantir qualidade na informação e responsabilidade social. O jornalismo exige formação sólida, baseada em princípios éticos, técnicos e científicos", afirmou Rodrigues em pronunciamento após a eleição.
Para além das ações regionais, a nova gestão focará na governança transparente, na ampliação do quadro de associados e na valorização de publicações científicas, como a Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo.
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