O custo médio da cesta básica em Cáceres apresentou alta de 1,07% em março, atingindo o valor de R$ 1.036,96. O montante representa um acréscimo em relação aos R$ 1.025,95 registrados em fevereiro. O levantamento é do projeto de Estudos e Pesquisas em Estatísticas Sociais (Epes) da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
A elevação de preços atingiu os três grupos pesquisados: alimentação (+1,16%), higiene pessoal (+1,32%) e limpeza (+0,20%). O setor de alimentos, que vinha de um período de quedas, reverteu a tendência com altas expressivas na cebola (+49%), feijão (+19%) e alho (+18%). Carne bovina e óleo de soja também voltaram a subir.
No grupo de higiene, o destaque foi o sabonete (+8%), enquanto o detergente (+6%) liderou as altas no setor de limpeza.
Conforme o relatório, a pressão nos preços deriva de fatores externos. “A crise energética resultante dos confrontos no Oriente Médio parece que começa a pressionar o preço do frete pela elevação do diesel e, com isso, num efeito dominó, arrasta os preços da maioria dos produtos”, explica o coordenador do Epes, Luiz Fernando Jorge da Cunha.
A série histórica do projeto indica que, apesar da alta em março, o valor atual permanece abaixo do pico de R$ 1.153,51 em maio de 2025, e do patamar R$ 1.051,41 em janeiro de 2026.
O PROJETO
O projeto de Estudos e Pesquisas em Estatísticas Sociais (Epes) da Unemat monitora os preços da cesta básica no município de Cáceres há mais de 25 anos, desde janeiro de 1999. Coordenado pelo professor e pesquisador Luiz Fernando Jorge da Cunha, o Epes é vinculado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (Facet) do Câmpus Universitário Jane Vanini, em Cáceres.
Os dados coletados e analisados pelo projeto revelam duas perspectivas distintas do panorama econômico em Cáceres: um contraste inflacionário de 1999 a 2025 e uma estabilidade em 2025 e 2026.
O custo de vida em Cáceres apresentou oscilações significativas ao longo de 2025, com o pico registrado em maio do ano passado, com a cesta básica chegando a R$ 1.153,51, e o menor valor em setembro de 2025, totalizando R$ 1.006,65. Desde agosto de 2025, o valor tem gravitado em torno de R$ 1.050,00, fechando janeiro de 2026 em R$ 1.051,41.
Os relatórios documentam o impacto inflacionário e a mudança no poder de compra ao longo destes 26 anos: a cesta básica saltou de R$ 134,15 em janeiro de 1999 para R$ 1.051,41 em janeiro de 2026, o que representa uma variação de +683,75%.
Em 1999, o salário mínimo de R$ 130,00 não era suficiente para comprar uma cesta básica. Em 2025, com o salário mínimo a R$ 1.518,00, o cidadão consegue adquirir uma cesta e meia. Em 1999, a cesta custava aproximadamente 67 dólares; em setembro de 2025, o custo subiu para 200 dólares.
Contato:
imprensa@unemat.br